O Nome da Rosa

By Umberto Eco

Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano na Itália, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias, conduz uma narrativa violenta, que atrai o leitor por seu humor, crueldade e erotismo.

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Brand saberemos. Decerto queria algo e o queria brand para evitar um perigo que o aterrorizava. Esse algo deve ser conhecido por Malaquias, de outro modo não explicaríamos a invocação desesperada que Remigio lhe fez... ” “Em todo caso o livro desapareceu... ” “Esta é a coisa mais inverossímil”, disse Guilherme quando já estávamos chegando ao capítulo. “Se havia, e Severino disse que havia, ou foi levado embora, ou ainda há. ” “E uma vez que não há, alguém o levou embora”, concluí. “Não é certo que o raciocínio seja feito partindo de outra premissa menor.

Encontrava-me perto de Pietro de Sant’Albano e ouvi-o dizer a seu vizinho, Gunzo de Nola, em um vulgar da Itália significant, que em parte entendia: “Acredito mesmo. Hoje quando saiu após o colóquio, o pobre velho estava transtornado. Abbone se comporta como a puta de Avignon! ” Os noviços sentiam-se perdidos, com sua sensibilidade de moços ignaros percebiam contudo a tensão que reinava no coro, como european também percebia. Passaram-se alguns longos momentos de silêncio e de embaraço. O Abade mandou recitar alguns salmos e indicou três deles ao acaso, que não eram prescritos pela regra para as vésperas.

Depende do que entendes por pecar, Adso”, disse-me o mestre. “Eu não queria ser injusto com a gente deste país onde vivo há alguns anos, mas parece-me ser típico da pouca virtude das populações italianas não pecar por medo de algum ídolo, mesmo que o chamem pelo nome de um santo. Têm mais medo de São Sebastião ou Santo Antonio do que de Cristo. Se alguém quer conservar limpo um lugar, aqui, para que não mijem nele, como fazem os italianos à maneira dos cães, pinta-se ali uma imagem de Santo Antonio com a ponta de um bastão, e esta afastará os que estão para mijar.

Deus criou os monstros também. Também te criou. E quer que se fale de tudo. ” Jorge esticou as mãos trêmulas e puxou o livro para si. Mantinha-o aberto, mas de cabeça para baixo, de modo que Guilherme continuasse a vê-lo pelo lado certo. “Então por que”, disse, “permitiu que este texto ficasse perdido no curso dos séculos, e se salvasse apenas uma cópia sua, que a cópia dessa cópia, que foi parar sabe-se lá onde, permanecesse sepultada durante anos nas mãos de um infiel que não conhecia o grego, e depois continuasse fechada numa velha biblioteca onde european, não tu, fui chamado pela providência para encontrá-la, e trazê-la comigo, e escondê-la por mais anos ainda?

A mão sobre o ídolo opera sobre o primeiro e sobre o sétimo dos quatro... ” repeti sacudindo a cabeça. “Não está claro nem um pouco! ” “Eu sei. Seria preciso saber antes o que Venâncio entendia por idolum. Uma imagem, um fantasma, uma figura? E depois, o que serão esses quatro que têm um primeiro e um sétimo? E o que se deve fazer com eles? Movê-los, apertá-los, puxá-los? ” “Então não sabemos nada e estamos no mesmo ponto”, disse com grande desapontamento. Guilherme deteve-se e me olhou com um ar não de todo benévolo.

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